Cá estava eu
a olhar a favela,
quando de repente,
me pego com um sorriso
entre os dentes.
E pior, sorrindo
por causa de um amor
não correspondido,
já esquecido.
Por que isso?
Saudades dela?
Não.
Falta delas,
falta daquilo,
falta de tudo isso.
Porém, dela também.
E agora, já me vejo
inclinado a ousar de
hipérboles e metáforas
para lhe homenagear.
Não! Não vale a pena.
Chega! Para que?
Por que?
Apesar de já terem
se passado lindas ideias,
em minha cabeça,
me recuso a transformá-las
em lindos versos.
Não quero viver
com esse constante lembrete,
que estou a viver,
sem a ter.
Não quero sofrer mais,
com a ilusão,
de uma quase impossível,
união.
Minha cota de decepções,
ultrapassou,
e de tanto sofrer,
minha voz,
estorou.
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