Superfície calma e serena,
âmago amargo e pungente,
enquanto o interior gangrena,
o exterior sorri e vai em frente.
Equilibrado no desequilíbrio
das emoções e das costelas,
ergue-se torto e sombrio,
andando nas ruas belas.
A escura sombra rasteja.
Repentinamente, alguém para ela sorri,
e ela, invadida de esperança, tenta sorrir de volta.
Os tortos e amarelos dentes se expõem,
em oposição a um charmoso e brilhante sorriso.
Então se inicia um diálogo,
com sorrisos e risadas,
perucas e máscaras,
e que deve se repetir logo.
Será?
Será?
Será que...?
Não.
As máscaras caem,
os dentes apodrecem,
as perucas queimam,
as risadas se perdem.
E a sombra,
ela rasteja.
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Tsunami
Rios límpidos com correnteza,
desaguam em meu pescoço.
Explosão mágica, natural beleza,
dos sentimentos, num alvoroço.
As margens transbordam,
numa nostálgica expressão,
involuntária propagação,
das, internas, ondas
Descontrole corpóreo e espiritual,
caos emocional,
furacão, terremoto,
vulcão, maremoto
desaguam em meu pescoço.
Explosão mágica, natural beleza,
dos sentimentos, num alvoroço.
As margens transbordam,
numa nostálgica expressão,
involuntária propagação,
das, internas, ondas
Descontrole corpóreo e espiritual,
caos emocional,
furacão, terremoto,
vulcão, maremoto
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Fossa
Perdido no espaço,
e um pouco no tempo,
com roupas de frio aço,
estou sempre tenso.
Coração melancólico,
sangue alcoólico,
cérebro angustiado,
querendo um engradado.
Nada em mente,
nada à vista,
sem ideia
e sem perspectiva
Devo sair,
encontrar,
seduzir,
amar.
Mas não irei,
certo que não encontrarei,
e muito menos, seduzirei.
e um pouco no tempo,
com roupas de frio aço,
estou sempre tenso.
Coração melancólico,
sangue alcoólico,
cérebro angustiado,
querendo um engradado.
Nada em mente,
nada à vista,
sem ideia
e sem perspectiva
Devo sair,
encontrar,
seduzir,
amar.
Mas não irei,
certo que não encontrarei,
e muito menos, seduzirei.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Ciclo
À luz de relâmpagos
componho pensamentos,
com enevoados arrependimentos.
Depois de tantos anos,
sem entender a dança,
mesmos com tantos enganos,
ainda tenho esperança.
Um pra lá,
dois pra aqui,
um pra cá,
caí.
Caí,
fiquei,
chovi,
evaporei.
componho pensamentos,
com enevoados arrependimentos.
Depois de tantos anos,
sem entender a dança,
mesmos com tantos enganos,
ainda tenho esperança.
Um pra lá,
dois pra aqui,
um pra cá,
caí.
Caí,
fiquei,
chovi,
evaporei.
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