Superfície calma e serena,
âmago amargo e pungente,
enquanto o interior gangrena,
o exterior sorri e vai em frente.
Equilibrado no desequilíbrio
das emoções e das costelas,
ergue-se torto e sombrio,
andando nas ruas belas.
A escura sombra rasteja.
Repentinamente, alguém para ela sorri,
e ela, invadida de esperança, tenta sorrir de volta.
Os tortos e amarelos dentes se expõem,
em oposição a um charmoso e brilhante sorriso.
Então se inicia um diálogo,
com sorrisos e risadas,
perucas e máscaras,
e que deve se repetir logo.
Será?
Será?
Será que...?
Não.
As máscaras caem,
os dentes apodrecem,
as perucas queimam,
as risadas se perdem.
E a sombra,
ela rasteja.
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