Tal qual um vírus, vago inerte pelo mundo,
sem nenhum hospedeiro, sem nenhum licor.
Quando entra nas pessoas, é logo atacado, com ardor,
e depois da dor, volta ao frio mundo.
Vírus gauche, pobre criatura,
incompreendido hoje, faz a linha dura,
apesar de romântica ser, a criatura.
Durante o tempo inerte,
ele pensa, planeja, sonha.
E quando volta a vida, estando mais forte,
é atacado por grandes defesas, e logo se acanha.
Desiste da vida, volta a ser inerte.
Depois de um tempo, a chama se reascende, de repente,
e o ciclo é revivido, em qualquer tempo.
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
domingo, 26 de janeiro de 2014
Verdade
Mais vale um não que um talvez,
um ruim que um bom amarelo,
para , assim, mudar de vez,
para quebrar o elo.
Por barro, paus e pedras,
começo a reconstrução,
hei de me reinventar,
antes do outono chegar.
Antes a morte da esperança,
que uma cara ilusão,
a verdade recomeça,
a verdade veio como uma injeção.
Há dois dias do outono,
estou novo em folha,
folha alaranjada e enrugada,
porém folha.
Antes a morte da esperança,
que uma cara ilusão,
a verdade recomeça,
a verdade me atropelou como um busão.
Lisa e madura,
com a chegada da primavera,
a folha verde e dura,
se prepara para a nova era.
Antes a morte da esperança,
que uma cara ilusão,
a verdade recomeça,
a verdade liberta.
A folha não é mais folha.
É, branca, flor.
As marcas se foram,
e restou a, formosa, flor.
um ruim que um bom amarelo,
para , assim, mudar de vez,
para quebrar o elo.
Por barro, paus e pedras,
começo a reconstrução,
hei de me reinventar,
antes do outono chegar.
Antes a morte da esperança,
que uma cara ilusão,
a verdade recomeça,
a verdade veio como uma injeção.
Há dois dias do outono,
estou novo em folha,
folha alaranjada e enrugada,
porém folha.
Antes a morte da esperança,
que uma cara ilusão,
a verdade recomeça,
a verdade me atropelou como um busão.
Lisa e madura,
com a chegada da primavera,
a folha verde e dura,
se prepara para a nova era.
Antes a morte da esperança,
que uma cara ilusão,
a verdade recomeça,
a verdade liberta.
A folha não é mais folha.
É, branca, flor.
As marcas se foram,
e restou a, formosa, flor.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Miragem
Estou me preparando para a injeção,
para a anestesia, para a cura, para a emoção.
Ou talvez, me preparando para a ilusão,
para a decepção, para a porrada, para a emoção.
A vida me jogou um oásis em meio ao deserto.
Será possível não ser miragem? Será?
Irei tentar sorrir de volta, isso é certo.
Mergulharei de cabeça no oásis, e beberei de sua água,
nem que seja falso, nem que a areia se apodere de mim,
nem que meu último suspiro seja áspero, cortante e seco.
Mereço um oásis? Sim.
Mesmo? É, acho que sim.
Tem certeza? Talvez.
para a anestesia, para a cura, para a emoção.
Ou talvez, me preparando para a ilusão,
para a decepção, para a porrada, para a emoção.
A vida me jogou um oásis em meio ao deserto.
Será possível não ser miragem? Será?
Irei tentar sorrir de volta, isso é certo.
Mergulharei de cabeça no oásis, e beberei de sua água,
nem que seja falso, nem que a areia se apodere de mim,
nem que meu último suspiro seja áspero, cortante e seco.
Mereço um oásis? Sim.
Mesmo? É, acho que sim.
Tem certeza? Talvez.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Sei Não
Você é engraçada, mas isso não é tudo.
Você é inteligente, mas isso não é tudo.
Você é linda, mas isso não é tudo.
Acredite, não é tudo.
Você é burra, mas isso não é tudo.
Você é feia, mas isso não é tudo.
Você é gorda, mas isso não é tudo.
Acredite, não é tudo.
Nada é tudo,
e muitas vezes,
tudo vira nada.
Eu quero tudo?
Não.
Eu quero nada?
Não.
O que eu quero?
O meio termo.
O que é o meio termo?
Não sei.
Como você pode querer algo que não conhece?
Não sei.
Mas como assim?
Não sei.
Você é inteligente, mas isso não é tudo.
Você é linda, mas isso não é tudo.
Acredite, não é tudo.
Você é burra, mas isso não é tudo.
Você é feia, mas isso não é tudo.
Você é gorda, mas isso não é tudo.
Acredite, não é tudo.
Nada é tudo,
e muitas vezes,
tudo vira nada.
Eu quero tudo?
Não.
Eu quero nada?
Não.
O que eu quero?
O meio termo.
O que é o meio termo?
Não sei.
Como você pode querer algo que não conhece?
Não sei.
Mas como assim?
Não sei.
domingo, 5 de janeiro de 2014
Vida
Vida fajuta, desbalanceada, louca,
estranho fenômeno químico,
de tristeza grande e alegria pouca,
porém com seus picos.
Desnorteada, descompensada vida,
para desilusões e socos, bilhete só de ida.
Quando achas que melhora, aguarde um minuto,
e percebas que piora, que andaste em círculos sem intuito.
Tenho inveja da águia, do falcão, do cavalo-marinho,
que vagam erguidos pelo céu ou mar, com seus objetivos bem definidos.
Tenho inveja da toupeira, do furão, das formigas,
que se escondem na terra, e não sentem a pressão dos bandidos.
estranho fenômeno químico,
de tristeza grande e alegria pouca,
porém com seus picos.
Desnorteada, descompensada vida,
para desilusões e socos, bilhete só de ida.
Quando achas que melhora, aguarde um minuto,
e percebas que piora, que andaste em círculos sem intuito.
Tenho inveja da águia, do falcão, do cavalo-marinho,
que vagam erguidos pelo céu ou mar, com seus objetivos bem definidos.
Tenho inveja da toupeira, do furão, das formigas,
que se escondem na terra, e não sentem a pressão dos bandidos.
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