Mais vale um não que um talvez,
um ruim que um bom amarelo,
para , assim, mudar de vez,
para quebrar o elo.
Por barro, paus e pedras,
começo a reconstrução,
hei de me reinventar,
antes do outono chegar.
Antes a morte da esperança,
que uma cara ilusão,
a verdade recomeça,
a verdade veio como uma injeção.
Há dois dias do outono,
estou novo em folha,
folha alaranjada e enrugada,
porém folha.
Antes a morte da esperança,
que uma cara ilusão,
a verdade recomeça,
a verdade me atropelou como um busão.
Lisa e madura,
com a chegada da primavera,
a folha verde e dura,
se prepara para a nova era.
Antes a morte da esperança,
que uma cara ilusão,
a verdade recomeça,
a verdade liberta.
A folha não é mais folha.
É, branca, flor.
As marcas se foram,
e restou a, formosa, flor.
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