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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Teatro Barato

Eu quero ir pra Marte,
mergulhar na atmosfera vermelha,
me afogar, em parte,
passar nas galerias,
olhar a beleza, estrelas, arte.

Arte das mais tremendas, inocentes paisagens,
das mais reveladoras, displicentes viagens,
dos mais esforçados, brilhantes sorrisos,
dos mais benevolentes, exemplares amigos,
no teatro barato da vida moderna.

Navegarei por Veneza,
e verei com clareza,
a lindeza escondida,
debaixo da mesa,
atrás da alteza,
que anda sem cor.

Cor das mais reveladoras, brilhantes paisagens,
das mais tremendas, exemplares viagens,
dos mais benevolentes, inocentes sorrisos,
dos mais esforçados, displicentes amigos,
no teatro barato da vida moderna.

Vagarei pela Galileia,
espalharei a beleza,
para as plebeias,
que vivem na dureza,
pobres centopeias,
que não podem andar.
Andar, cantar, dançar, amar.

Amor das mais benevolentes, exemplares paisagens,
das mais esforçadas, brilhantes viagens,
dos mais reveladores, displicentes sorrisos,
dos mais tremendos, inocentes amigos,
no teatro barato da vida moderna.

Atuarei no teatro,
o cinema poema,
da vida vadia,
ida vazia e fria,
que sempre insistia
em nos enganar.
Engano, erro profano,
ano após ano,
continua a nos afastar.

Falta das mais esforçadas, displicentes paisagens,
das mais benevolentes, inocentes viagens,
dos mais tremendos, exemplares sorrisos,
dos mais reveladores, brilhantes amigos,
no teatro barato da vida moderna.




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