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domingo, 22 de junho de 2014

Corro

Corro em frente, com briza suave,
sol ameno, cabelo ao vento.
Quanto mais olho pros lados,
mais favelas, menos bueiros, vejo.

Prédios depredados, janelas quebradas,
assaltos, sequestros, facadas,
luta contante nas ruas, com artilharia pesada,
ferimentos, sofrimentos, dores não estancadas.
E eu corro, corro e corro.

Desvio de bandidos, balas e tentações,
de bicicletas, carros e motos.
Corro cansado, sem mais ações,
só vou, com  braços tortos.
E eu corro, corro e corro.

Enquanto a ruas não encherem,
e os carros não me acertarem,
eu corro.
Caso contrário,
morro.





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