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domingo, 1 de junho de 2014

No Silêncio

Pingos de lágrimas se suicidam sob a mesa,
morrem jogados, para me lembrar da tristeza.
Meu coração pisoteado se tortura sobre a mesa,
apunhalado, enferrujado, e agora, vazio com certeza.

No vão entre meu corpo e minha sombra,
nessa noite de silêncio angustiante,
estão o meu amor e minha alegria,
numa inalcançável dimensão adiante.

Chovem facas, voam balas,
uma ferida a menos ou a mais,
agora tanto faz.

Preso entre o frio e o calor,
o abandonar e o tentar,
a razão e o brio.
Eu não mais rio.

Águas turvas, pomar infectado,
onde ,um dia, vi Primavera,
hoje, vejo uma megera fera.

Que comece o inferno, a era do fim.
Aliás, que comece o inverno, a era do gim.

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