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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Não Vejo

Palavras para os bichos, olhos no escuro,
lava para o Sol, prego sem furo,
a vida olha pra mim, faz o que pode,
não vejo o que é, não subo ao pode.

Milhas e milhas, não acho o que é,
olho, procuro, reviro no escuro,
não acho, não vejo aquilo que almejo,
grito, esperneio por de trás do muro.

Tomo meus rumos, olho para os lados,
não enxergo meus erros, só vejo os errados.
Procuro o certo, o bom e o entusiasmado,
algo maior que a dor e o pecado.
Não me vejo ali, não me vejo encaixado,
não vejo, não vejo, não vejo, não vejo.

Procuro em pessoas, procuro em lugares,
ando e desando, perdendo o encanto.
Eu me dizia "sou um sonhador!", no entanto.
Procuro na terra, no céu e no mar,
e grito com a vida, pela força do meu canto.

Tomo meus rumos, olho pros lados,
não enxergo meus erros, só vejo os errados.
Procuro o certo, o bom e o entusiasmado,
algo maior que a dor e o pecado.
Não me vejo ali, não me vejo encaixado,
não vejo, não vejo, não vejo, não vejo.

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