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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Olhos à Margem

Cinzento é o cristal que reluz em praça pública,
são as ofuscadas estrelas, é a pele rachada.
Verde é a jade invadida por raios matutinos,
é o carvão cintilante, é a pedra rechaçada.
Vazia é a mulher recoberta por diamantes,
de cabelos dourados, boca estonteante.
De olhos cinzentos, risadas alarmantes.
Oca, ocos, poucos, muitos querem. Cegam.
Estonteante é a jade em forma de mulher.
Na penumbra, tem olhos verdes, dois amantes.
De margem à floresta tropical.
Insaciáveis, harmônicos.
Preciosos, fusíveis.
Amantes são rechaçados,
enquanto poucos reluzem,
em praça pública.
Reluzem podres anjos que
harpa não sabem tocar.
Que não possuem mais asas.
Que na penumbra,
caem em suas tumbas.

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