Encarcerado, engaiolado
pela vida, pelos
desgostosos deveres,
em pleno aniversário,
estou eu a estudar,
a me preocupar,
e estudar, e enrolar,
e estudar.
Forte é o desejo
de ser quem não sou,
mas como posso,
agora,
ser quem não sou,
se a única coisa,
da qual me orgulho,
coisa essa que me
mantém em pé,
é minha essência?
Quando os quereres,
os deveres e a
querida essência
se põe a conflitar,
conclusões vagas
e fracas chegam,
e batalham,
e o vazio volta a vigorar.
O vazio vem,
o vazio vai,
o vazio fica.
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