Numa tarde de verão,
na piscina a relaxar,
te vi diferente, distante do chão,
te vi sublime, a raiar.
Queria te olhar,
abraçar,
beijar.
Numa noite de verão,
com a companhia do álcool,
tentei lhe dar a mão,
mas segurei no vácuo.
Atribui, ao etanol, a culpa,
e segui a busca.
Depois de ser enchido de desculpas,
encarei a verdade, não mais tão brusca.
Percebo que depois do episódio,
tendo ido seis meses ou mais,
não te vi a cores, e nem te ouvi no rádio.
Percebo, também, o quão infantil,
por ter me evitado,
foi você, Brasil.
A paixão esfriou,
a amizade, rala, ficou,
de acordo com o modo que você encarou.
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